Dieta Low Carb, agora vai…

Para quem já leu minha postagem com um curto memorial , sabe que lutar contra a balança é um ponto que me persegue desde a infância. Logo, de tantas dietas, finalmente farei uma não pensando no quanto eu vou perder, mas no que irei ganhar com essa escolha.

A dieta paleolítica low carb, dieta do guerreiro sobrevivente, dieta keto, durkhan, cetogênica, entre outros milhões de nomes, está bem popular. Não é atoa, afinal, o que mais seduz nesse estilo de vida é a massiva perda de peso conquistada teoricamente rápida e sem passar fome. Não me estenderei explicando protocolos, início benefícios e afins, indico os médicos Dr Lair Ribeiro, Dr Souto, o blog Paleodiário e o canal Você mais fitness para interessados. Nessa postagem, apenas falarei da minha experiência e o meu entendimento com as leituras que fiz.

Inicialmente, como todos, desejei a perda de peso. Contudo, o sofrimento psicológico inicial é bem grande para pessoas que já fizeram quinhentas dietas e voltaram a engordar, no meu caso de forma extremamente desgastante, explicada no meu curto memorial. Contudo, testando ela no meu pai, homem que frequentava a UTI toda semana por conta de diabetes e hipertensão, eu realmente acredito que tenha encontrado o regime certo para mim. Não sofro de nenhum desses maus, porém sou a candidata certeira, e isso me amedronta.

Voltando ao meu pai, tanto a diabetes quanto a hipertensão normalizaram, o uso de aparelho para apneia severa logo não será necessário. Tudo isso me faz acreditar que a redução de carboidratos tenham responsabilidade nisso. De fato, acompanhando leituras em artigos acadêmicos e livros comerciais sugeridos nas fontes que recomendei acima, testando a dieta no meu pai e em mim, cheguei a conclusão que pessoas obesas são sensíveis ao carboidrato, seja refinado ou complexo(fibroso ou/e gorduroso). E que o excesso de açúcar no sangue não só te engorda como torna indisposto a tudo e te dá uma fome desgramada(todo o esteriótipo do gordo). O açúcar também é viciante devido aos processos químicos e a nossa cultura do sugar rush(enaltecimento e dependência do açúcar).

Lendo também no livro “Por que engordamos?” do Gary Tubes e Good Calories, Bad Calories, do mesmo autor, aprendi que não apenas o açúcar em excesso engorda o obeso, como a gordura(ainda que limpa, afinal, gordura industrial, ou gordura suja, vira açúcar no sangue) também. Seria um processo como se nosso corpo fosse uma máquina (você não enche um tanque cheio, certo?) e a insulina fosse um pano. Necessito abastecer essa máquina com três macronutrientes: carboidrato, proteína e gordura. Se eu coloco esses três macronutrientes, não os queimo e boto mais deles com o tanque cheio, acabo ativando a insulina, pois preciso de um pano para enxugar a gasolina que derramou. Só que tem um problema, a cada vez que uso esse pano o motor do carro fica com problema. Se faço isso com frequência, chega a um ponto que o motor para de funcionar. Então, se consumo mais macronutrientes que meu corpo utiliza, ele ativa a insulina e isso faz com que estoque essa energia não gasta em tecido adiposo e visceral.

Repare que a ideia acima nada tem a ver com calorias, pois os processos químicos são diferentes para cada macronutriente. A base dessa metáfora que criei foi induzida pelo pensamento da construção do corpo como um aparelho ancestral sobrevivente e resultado de etapas evolutivas. Se pensarmo na era paleolítica, isto é, antes da agricultura, alimentos ricos em carboidrato eram de difícil acesso, pois estavam debaixo da terra ou m cima das árvores e não era dada o tempo inteiro, mas em épocas. A caça, contudo, prevalecia, e a carne favorita eram as vísceras devido a saciedade da soma de proteína + gordura. O ser humano se adaptou a isso, gordura, mas numa dose “correta”. Então pouca gordura sacia, dá combustível suficiente para passar o dia e não ativa a insulina. Já o carboidrato, ainda que pouco, ativa a insulina mesmo sendo complexo. Contudo, o carboidrato complexo (lenta absorção, pois tem muita fibra e é gorduroso) seria a opção recomendada para quem deseja perder peso (raízes tipo inhame, batata doce e cará e vegetais que nascem embaixo da terra como beterraba, cenoura e legumes considerados slow-carb como a ervilha e o feijão integral).

Adaptei meus cardápios a tais pensamentos, hoje faço uma dieta saudável, gostosa e que dá resultado. Mas pra chegar nisso foi uma luta contra mim. A parte psicológica e química na primeira semana são quase insuportáveis. Porém, quando passa dos quinze dias, parece uma libertação, arrisco a dizer que é uma desintoxicação semelhante ao do viciado em drogas. Primeiro que meu corpo não sofre tanto com processos hormonais desgastantes, então alguns sintomas como enxaqueca, inchaço, ansiedade e depressão (a causa não é só psicológica, é química também) melhoraram bastante. Ainda não emagreci tanto (apenas 4kg em 3 meses)  por conta do meu metabolismo sofrido(quimioterapia, corticoides, dietas desgastantes, crises de compulsão e afins). Mas só pelo fato do meu cérebro (que se alimenta apenas da glicose que meu fígado produz, e não do refinado consumido) já foi um ganho pra mim. Muito do nosso sofrimento é psicológico, mas acredite, alimentação, que infelizmente não é discutida por médicos(nem possuem interesse nisso, você que SE ENTUPA de remédio e pague 500 reais em terapia com eles) é quase que um ambiente determinante para a proliferação dessas doenças.

Então, o que recomendo é que antes de seguir qualquer dieta, pesquise em artigos acadêmicos sobre alimentação e funcionamento do corpo(processos físico-químicos) e, acima de tudo, se você vai conseguir seguir com ela, isto é, se você vai comer coisas que você gosta, não apenas se vai conseguir largar algo. Ao assistir documentário ou  seguir algum médico, repare se as soluções que ele dá visam lucro pessoal ou para alguma empresa. Espero muito que agora eu consiga ir até o fim. Termino meu coquetel de qt mês que vem, então poderei ver mais resultados. Estou bem feliz e ansiosa. Enquanto aguardo, sigo com o meu cardápio QUE É FLEXÍVEL(isto é, posso comer outras coisas além disso, mas isso é meu prato base) e aguardo resultados não só nas medidas, mas no meu bem estar.

Desjejum:

O que eu comia = café com leite e pão com miolo

O que eu como agora = ovos fritos no óleo de coco com borda crocante e gema mole; cappuccino low-carb(café com nata batida e cacau em pó(sem adção de açúcar e 4gr de frutose do próprio cacau).

Não preciso dizer que meu café da manhã além de mais saudável, muito mais gostoso.

Almoço:

O que eu comia = Arroz, feijão, carne magra, salada(alface e tomate)

O que eu como = muito variável, principalmente na salada, mas A BASE costuma ser couve no azeite de oliva, cenoura, tomate e fígado bovino no açafrão com pimenta do reino(eu amoooo).

Prefiro muito mais agora porque sou preguiçosa na cozinha, logo só preciso lavar a salada, cortar e fritar o fígado que em dois minutos tá pronto.

Lanche(nunca gostei de jantar):

Chega a ser mais maleável que o almoço, mas normalmente só tomo um cappuccino low-carb (sem cacau) OU como uma omelete de queijo amarelo(sem adção de urucum). Também adoro guacamole(prato naturalmente low-carb) no lanche da tarde, então realmente estou feliz por poder comer isso nessa dieta.

Antes eu comia café com leite e pão e depois ficava com fome(devido o carboidrato refinado) e comia mais a noite, próximo a hora de dormir, inclusive.

Quando tenho vontade de comer algo doce, que não pode ser sempre, como um creme de morangos ou panqueca de banana com linhaça e óleo de coco juntamente com o café preto(só como a panqueca de banana se não comer cenoura no almoço). Também posso comer coco com chá mate, que é quase um remédio pra ansiedade.

 

 

 

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