Rupaul’s drag race, 7° temporada – Episódio I.

O mês começa feliz quando a multishow anuncia que não apenas comprou o Rupaul’s drag race, mas vai dublá-lo fazendo os meus 60 reais de tv a cabo valerem a pena depois que o netflix, por apenas 20, a faliu. Dirigido pela Beck Studios, com dubladores como Guilherme Briggs, Sergio Cantú e na direção de Angélica Borges, serving Cartoon Network! Não tem como ser melhor, exceto o fato de a dublagem ser a única a me convencer a reassistir uma das piores seasons que o reality já estreou(perdendo apenas para a quinta e a sexta).

Em primeiro lugar, vamos admitir e ser francos que ler legenda é um cu. Eu, por exemplo, leio muito devagar, e não tenho a menor paciência para parar cenas  ler legendas, logo crítica dos jurados sempre foi o pior ponto para mim, porque é praticamente uma competição de quem fala mais e quem o faz mais rápido. Em dublado, reparei o quanto sugestões podem fazer você mudar de opinião e, principalmente, acentuar outras, ou seja, aprecio muito mais na língua que eu conheço, sem contar que a legenda tira 20% da nossa compreensão. Mas, comentemos o início: a chegada das queens.

Com uma lista de bordões e expressões modificadas, tentando aproximar ao máximo os significados sem fugir do universo gay, as mais comentadas – e notadas – foram a clássica “no t, no shade, no pink lemonade” da nossa Jasmine que virou “vou te falar a verdade, sem querer ofender” perdendo os créditos da nossa Latryce e parte do sentido, sashay away pode ir/santay stay pode ficar(o trocadilho se perdeu completamente, mais uma vez tirando o sentido), e a Jaddyn ficou muito enjoada falando “hashitégui isso/aquilo/aquilo outro” que antes passava quase desapercebido por mim(que só procurava entender o que falavam, agora se tornou uma real vivência). Lado bom e ruim, não? O lado pior é a quantidade de pessoas reclamando. Gente, se não gosta, sempre existirá o megafilmes com todas as seasons mais o untucked pra você. O Untucked, esse também faz muita falta para a acompanhar a season, ainda mais por causa dos shades da Ginger e da Kennedy com os olhares da Katya de meio do muro que me faziam rir a beça. Outras expressões que fizeram a graça foi a Sasha Brega com as “miguxinhas”, a bonequinha Ana Shana, Ta boa santa?(magistral).

Além de bem feita, achei que a dublagem combinou muito com as personagens, mas apesar de eu gostar muito do  Sergio Cantú, não achei que combinou nada com a Ginger. Eu colocaria o Mário Jorge porque a Ginger tinha uma voz e um jeito de falar caricatural, ia ser mara. Porém, a Pearl, a Trixie, a Kasha, a Tempest, a Kandy Ho e a Violet, a dublagem caiu como uma luva ❤ No geral, gostei muito do resultado, e por favor, alguém upe porque quero reassitir!.

Como eu já citei, muitas coisas não tinha reparado, porque engolia as letrinhas mais do que assistia o programa. O primeiro capítulo, Born Naked, reparei que a Sasha Brega além de brega é burra, e não tem vergonha de dizer isso. A pergunta é: por que ela não foi pra belinda? Por favor, alguém me explica! E quanto a Kennedy, por que ela não ganhou? Ela tava fabulosa, os looks de passarela foram elogiados e o Born Naked dela foi lindo e cultural, uma homenagem aos nossos antepassados egípcios que eram NEGROS(apesar de insistirem em representá-los brancos ou apropria-los, cof cof Elizabeth Taylor, cof cof Katy Phlop), foi tudo de bom. Entendo que a Violet teve coragem de ficar nua e ainda foi insultada sendo chamada de menininho(que a ofendeu muito, principalmente por ela se identificar como transsexual), mas sério, levemos em consideração toda a representação do nu que a Kennedy construiu e a Violet que só botou um tapa sexo e pronto. Se fosse a Ginger com o tapa sexo, ou a Jaddyn, a Kasha teriam sido criticadas e provavelmente ido para a belinda, porque são gordas e velhas, coisas que a moda abomina no universo feminino. De início já vemos que essa temporada vai se resumir a isso, né? Visual. Apesar das inúmeras provas de atuação, essa temporada antes mesmo de ser exibida, foi apresentada como High Fashion, porque a Runway seria(e foi) praticamente decisiva para muitos safes, inclusive da vencedora, que é fashionista(e só sabe isso, é mais que especialista, é realmente só ligada a isso, se isentando de qualquer outra habilidade). Quanto a Belinda, poxa, a Kandy pintou uma barba, mostrou a ppk na túnica, mas o nu dela estava melhor que o da Sasha Brega que tava com o sutiã preto aparecendo e ainda falou “Poxa, não entendi o que estavam pedindo” depois de ter falado que desvendou o segredo do Drag Race e me aparecer num mini challenge com o vestido mais horroroso da História do Drag Race, uma porra de uma lagosta! Rupaul, o que foi que te deu? Enfim, a pobre Tempest foi embora por estar “flácida e enrugada” apesar de ser velha e ter uma história linda de vida de que era obesa e emagreceu, pelancas são coisas que para uma temporada ligada a visual são tão abomináveis quanto barbas, a ponto de mandarem pra belinda mais do que gente que teve uma ilusão falha do nu(Jasmine, apesar de eu te amar, tu não mostrou o corpo suficiente e ainda saiu de um casulo breguíssimo. Merecia o Bottom) e gente com sutiã preto que disse não ter entendido a prova.

Então, a vitória foi da Violet, mas deveria ter sido da Kennedy, quem foi pra belinda foi a Kandy e a Tempest apesar de dever ter sido a Sasha e Jasmine, quem ganhou a performance foi a Kandy, pela primeira vez em tantas falhas que o Ru cometeu nesse episódio, um acerto.

Quero tanto reassistir, quero tanto o segundo capítulo!

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