Então, tinha começado Orange is the new black… Já parei.

Lançada em 11 de julho de 2013 pelo Netflix, atualmente a série é quase imposta por adolescentes e jovens adultos(normalmente hipsters), inclusive muitos só pagam netflix para poder assisti-la, nem que tenham que ficar sem lanchar na escola ou andar mais de um quilômetro a pé a fim de arrecadar grana pra isso. Apesar de ter sido escrita por uma mulher, não vejo a série como uma expressão para a comunidade GLBT, ao contrário, me sinto vendo aqueles pornôs lésbicos feitos para homens héteros que veem mulheres como objeto sexual.

A história fala basicamente de uma mulher em véspera de casamento que vai para a cadeia por ter se envolvido com tráfico. Seu passado meio que é marcado pelas experiências homossexuais que teve com uma traficante mais velha que a induziu a carregar uma mala cheia de dinheiro. Somente uns dez anos depois, quando está na situação atual,  que é denunciada por esse delito, assim acaba desconfiando da ex, que segundo ela era a única que sabia. Daí, quando na prisão, reencontra sua ex e o resto da série todinha são as suas experiências na cadeia.

Um dos motivos de eu querer ter insistido foi pela história da cozinheira, de uma mulher velha e negra que era misteriosa, a freira e da transexual. Até simpatizei pela gordinha que ama livros, mas essas partes – que nem dá pra falar que é mais interessante, porque a principal não é interessante – além de enrolarem, demoram a passar. Fico me perguntando se é tática da autora para nos sustentar a digerir a quantidade “faraônica” de chatice.

Acredito que talvez só tenha suportado essa série até o capítulo seis – se muito – e na boa, queria entender o encanto todo por essa chatice. Além de uma personagem chata e mixuruca estilo protagonista de YA, que fica se lamentando igual uma coitadinha – tadinha, só queria ser descolada, dá uma chance pra menina -, aprendendo na cadeia a falar palavrões(de uma patricinha que tenta falar palavrões com naturalidade a patricinha que fala palavrão, mas ainda sem naturalidade), cada capítulo se resume a sexo no vestiário. A série vende mais sexo do que história, isso me fez questionar algumas coisas na cultura americana que ao que parece não naturaliza o sexo homossexual feminino, mas fetichiza. Séries de presídio, quando masculinos, se mostram sexo homossexual entre homens é sempre com o intuito de “emponderar” para que pessoas tenham medo da cadeia, pois só tem estupro. Se tiver relacionamento homossexual normalmente, ou a série é voltada para o público gay, ou o normalmente deles é “somos gays, mas você nunca nos verá sequer dando um selinho”. Séries em comum com Orange is the new black no Netflix, normalmente hétero, mas com personagem feminina, não vendem tanto sexo assim. A impressão que eu tenho é que se uma série vai mostrar experiências de uma mulher linda em uma cadeia cheia de mulheres, tem obrigatoriamente que ter putaria(sexo como se as pessoas fossem coelhos). Inclusive, perguntei a muitos meninos porque essa série chata era legal, todos responderam que só assistiam pelo sexo. Perguntei às meninas, e quase todas responderam que gostavam de alguma personagem secundária(que realmente, quase todas são muito mais interessantes que a principal, só pra você ver). Inclusive, todas as cenas de sexo que vi(relembrando: só vi até o capítulo seis) eram exatamente com as mulheres “belas”. As “feias” até tinham alegado relacionamentos homossexuais, mas não vi uma cena em que elas aparecem desfrutando do tal. Além de mostrar sexo como se mulher lésbica fosse coelho, só bonitas transam, e tem que ser assim: no chuveiro toda exposta, na capela da igreja(não segura a baculinha nem pra rezar?), no refeitório, onde tiver oportunidade. Acho que no mais, tem uma cena de uma gorda se masturbando, detalhes: foi no quarto dela(como gente), embaixo dos lençóis(canso de ver tantos peitos na série, mas peito de gorda aparentemente é tabu), e com uma chave de fenda que tem todo um contexto de “cuidado, ela vai usar essa ferramenta pra matar”, mas era pra enfiar na vagina, ou seja, humor? ha…ha…ha. Bonita transando é fundamental, feia desfrutando da sexualidade é em contexto de “comédia”. Minha amiga inclusive falou que essa mesma gordinha fica tão no cio – afinal, todo mundo faz orgia lá, mas mulher feia não pode entrar, desagrada os olhos dos machistas – que tem uma cena que insinua uma transa com um cachorro na série. Sim, abordaram naturalmente mulher e animal como se fosse nada, só pra alimentar risadas doentes de machistas norte americanos nojentos que repudiam o sexo feminino de forma quase militante, chegando a esses extremos banalmente.

Meu irmão está amando a série(segundo ele, pela história mesmo) e apesar de ele ser um adolescente on fire, até ele está reclamando do sexo desnecessariamente compulsivo e excessivo(porque uma hora cansa). Então, decidi pedir a ele para separar os capítulos que passam pedaços da história das meninas que gosto, mas é um porre assistir a série sem contexto, ao mesmo tempo fico na dúvida do “graças a Deus não tô sendo obrigada a digerir a parte chata da história, ou seja, a série”. Decidi largar de vez.

E sim, para zoar alguma coisa, diminuo o público, gosto assim xD

Bea e Bia, não me matem xDDD

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s