Top 5 de mangás favoritos

1 – Conde Cain, Kaori Yuki
Para mim, todos os mangás da Kaori Yuki são lindos, mas esse é simplesmente brilhante. Infelizmente, ela é meio flop aqui no Brasil porque o pessoal pegou raiva de Angels Sanctuary(que a editora cagou dividindo em 40 volumes – original 20).

Trata-se basicamente das aventuras de um Conde especialista em venenos. Os mangás são seguidos em histórias aleatórias de horror até God Child, que é a partir do 6° mangá, daí começa uma aventura bizarra sobre o verdadeiro passado de Cain, que é fruto de um incesto, o porque de seu nome ser do primeiro assassino “da terra”, seu complexo de Édipo pela mãe morta, a homossexualidade velada entre ele e o mordomo.

2 – Gravitation, Maki Murakami
O melhor yaoi já publicado! A comédia é tanta que até o hétero mais homofóbico teria esse mangá na lista de favoritos.

Shuichi é um menino que está na transição da adolescência para a vida adulta e, como a maior preocupação de quem está nessa fase “o que farei agora que vou sair da escola?”, decide seguir o seu sonho de ser um cantor de eletropop com seu melhor amigo, Hiro. Confiante de que tudo dará certo, Shuichi inscreve sua dupla musical – Bad Luck – em uma audição empresarial de apenas uma vaga. Após o último dia de ensaio para a audição, no caminho para casa, ainda decorando a letra da música para o tão esperado grande dia, Shuichi esbarra em um estranho e deixa a anotação da letra cair. O estranho cata do chão, dá uma lida rápida e diz que foi a coisa mais patética que leu na vida inteira, manda o menino desistir. O menino fica tão mal que no dia seguinte pensa em desistir mesmo da audição, mas invés disso, decide ir atrás do estranho ao descobrir que ele é um escritor de romance famoso nomeado Yuki Eiri e chamá-lo para assistir o show. O estranho acaba seduzindo o moleque na alta, e depois de transar com ele, expulsa o cara falando que “criancinhas imbecis como essa só servem como buraco”. O menino pensa que nunca mais vai vê-lo, mas ao aparecer na audição, lá estava o cara.
O que realmente me chama atenção quanto a comédia é que a autora ZOA os esteriótipos do yaoi, ridicularizando Shuichi e Eiri em suas ações que são completamente extremas e situações que nunca aconteceriam na vida real, mas ainda sim todos esperamos.

3 – Vampire Knight, Matsuri Hino
A primeira vez que li esse mangá foi um anos antes – eu acho – de vampiro virar moda no Brasil. Lembro que ano seguinte lançou Crepúsculo e eu acreditei que aquele livro fosse uma fanfic publicada do V.K pela semelhança do triangulo amoroso, mas com modificações mínimas na história e no histórico dos personagens.
Enfim, como todo mangá shoujo, sim, é um romancezinho água com açúcar, mas o que me chamou a atenção foi o PUTA UNIVERSO criado pela autora. Os vampiros são divididos por castas, sustentadas por níveis em explicação a todos os tipos de vampiro, dos puros, mestiços, picados, os picados que tomaram o sangue de um puro e afins.
Então, um colégio em que humanos estudam de dia e vampiros a noite, Yuki e Zero são monitores responsáveis por ambos os turnos, a fim de impedir que um vampiro pique um humano ou um humano vá atrás espontaneamente de vampiros(afinal, como todo o vampiro de romance para meninas, são ícones de beleza). Yuki tem um passado que não se lembra, mas sabe que foi salva por um vampiro no meio da neve e entregue aos cuidados de um diretor que é a favor da convivência de vampiros e humanos. Este vampiro tornou-se um símbolo de admiração para ela, seu nome é Kanami, ele estuda na escola e é idolatrado pelos vampiros por ter sangue puro(a retratação é como um filme “victoriano” de nobreza, sendo Kanami um rei). Ela não sabe, mas ele é o seu guardião. Entretanto, Zero tem um histórico similar ao dela, também foi encontrado – não por um vampiro – mas por alguém anônimo e entregue ao diretor, recebendo a missão de também cuidar de Yuki. Só tem um problema: Zero é caçador de vampiros e é o único descendente de linhagem pura, mas foi picado por um vampiro de sangue real, sendo então um vampiro de última classe(os que destroem e se decompõem). Yuki torna-se então a fonte de sangue do Zero, mas conforme ele se decompõe, mais sangue ele consome. Vivendo no fogo cruzado, Yuki segue a diante descobrindo coisas no seu passado e no passado de seus guardiões que mudará sua relação tanto Zero quanto com Kanami.

4 – Otomen, Aya Kanno

Termo criado pelo personagem do mangá, Juta Tachibana, um mangaká que finge ser mulher por ser criador de shoujo(no Japão, shoujo e josei são gêneros exclusivos para e de mulheres, por isso quando um homem tenta entrar nesse universo, é mal visto, chegando a não ser lido) que significa “Menino fofo”, é a junção de “Otome”(virgem, delicada) com “men”(homens, em inglês).

Costura, lava, passa, cozinha(com direito a programas de culinária das oito da manhã, ou receitas da internet – que ele paga só pra isso, com maior prazer), leitor de shoujo, ama rosa e açúcar, esse é Asuka Masamune quando não tem ninguém olhando. Não deseja ser uma mulher, sabe disso porque a lembrança de seu pai abandonando a família se assumindo transexual comprova isso. Se identifica por adorar o universo feminino, mas sabe o que quer ser. Como única lembrança que tem de seu pai, Asuka é perseguido pela mãe machista que teme o filho “tornar-se o mesmo” por ser tão apaixonado por rosa, então como solução o transforma em um mestre faixa preta de kendô, um esporte masculino que o ajudaria a esquecer tudo que é fofinho. Não dando certo, obviamente, Asuka mesmo tentando reprimir sua verdadeira identidade, seus amigos só conseguem fazê-lo sentir-se a vontade com o que ele realmente é, um garoto feminino, um Otomen. E nessa “dupla-identidade” é construído o foco do mangá, não só com  Asuka, otomen ou Tachibana, escritor do shoujo favorito de Asuka(sim, ele se passa por uma mulher), mas com Ryo – namorada do Asuka –  que é super masculina, mas sua aparência faz as pessoas construírem uma imagem contrária, da qual ela alimenta -, Tonomine – arquirrival de Asuka no kendô, mas é um maquiador secreto com uma paixão terrível por maquiagem, etc. No geral, faz refletir aquilo que somos, mas temos que esconder por ter que ser aquilo que o social deseja que sejamos, o que ela considera o certo, ou o normal. No fim, todos passamos por isso, mas oprimimos e reprimimos por sermos também oprimidos, como se fosse um curso natural, não civil, como é.

5 – Lovely Complex, Aya Nakahara

Acho que foi o shoujo mais engraçado que li na vida. Inclusive, se tenho esse blog, é graças a esse mangá.

O amor pode ser cego para quem ama, mas jamais será para a sociedade. Risa Koizumi é chamada de Oizumi(trocadilho, porque “ko” é criança, pequeno, mas por ela ser alta demais, zoam ela chamando de O-izumi, “O” prefixo de grande) devido aos seus 1,72 de altura(para uma adolescente, isso é ser muito alta no Japão), então ela já tem esse complexo de altura desde criança, nunca conseguindo arranjar um namoradinho sequer. Otani, por sua vez, é chamado de “Kotani”, por ser bem pequeno(1,57 de altura, baixo para um homem), também complexado pela sua altura, principalmente por todos os namoros terem terminado porque suas namoradas o trocou por homens maiores. Ambos conhecidos na sala de aula como uma dupla de comédia japonesa estilo O gordo e o magro, mas nesse caso O gigante e o anão, possuem a obrigação de se detestarem por tabela. Como têm os mesmos amigos e moram próximos, acabam tendo de ser enfrentar, mas pelo gosto pessoal ser tão semelhante, acabam aparentando ótimos amigos, o que no fundo se consideram. Com o tempo, Otani se mostra tão próximo de Risa que ela se apaixona por ele. Ele também gosta dela, mas para que ambos enfrentem o social ainda mais do que já enfrentam, necessita de uma coragem, que paradoxalmente, tem de ser sem tamanho.

Espero que tenham gostado das dicas.

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