Análise de Minha vida em Cor de Rosa e a transexualidade na Educação Brasileira

Normalmente, as culturas diferenciam machos e fêmeas – homens e mulheres-, em deveres e direitos civis, estética e até certos tipos de comportamentos ligados ao instinto biológico. No Brasil, homens não usam saias, ou vestidos, isso é propriedade das mulheres. Os homens que usam são chamados de cross dressers, considerado um passatempo, crido pela cultura, tabu. Ludovic sempre fora repreendido no filme por usar saias e vestidos publicamente, porque naquela cultura, aquilo era estranho, muitos julgavam errado, Ludovic era um macho sendo mulher.

Popularmente no Brasil, o sistema de gênero é ligado ao sexo biológico da pessoa. No entanto, lutas GLBTTs trouxeram uma nova ideia do que é gênero, dividindo identidade sexual em cis e trans. Os cissexuais são os que seguem o padrão que divide homens e mulheres e se adequa ao seu sexo biológico. Transexuais são as pessoas que seguem o padrão diferenciado do sexo biológico. Logo, gênero está, atualmente, ligado ao que a pessoa declara, se ela se insere no padrão homem ou mulher e se condiz com seu sexo. Ludovic enxergando isso, quando quis se transformar em um homem, recolheu seus brinquedos femininos, roupas, e tudo que o tornava uma mulher. Contudo, declarava-se uma menina, insistia aos pais e ao psicólogo que não era homem, pois não se sentia assim, até aguardava uma menstruação. A reação de seus familiares inicialmente era de tentar ajuda-lo, porque a escola e a vizinhança o afetavam de forma ruim. Mais a frente, a família passa a realmente lutar contra isso, ir contra as declarações do filho e seu desejo de ser uma mulher, insistindo que meninos não poderiam ser meninas. Em tradições predominantes cristãs, a reação social é findar isso, a transexualidade ainda é considerada distúrbio(transtorno de gênero) em muitas culturas, logo os familiares e as escolas geralmente veem como doença mental, psicológica, visto como preocupante.

A escola é um dos ambientes de construção social. Logo, conversar sobre as diferenças é fundamental em sala de aula, independente de qual seja o desafio. No filme, o desafio era a transexualidade, a professora do Ludovic enxerga a situação assim, pois vê que o menino está passando por dificuldades em busca da identidade, e chega a sofrer maus tratos na creche por conta disso. Então, ela une a turma para falar sobre as diferenças, e que todos são diferentes. Do assunto sobre diferença, propor compartilhar sobre a história de cada um e quebrar paradigmas que se dizem determinantes quanto ao ser, caráter, aparência, gênero e sexualidade.

Como pedagogo, é importante auxiliar a criança a se sentir bem no meio escolar. Se uma criança que demonstra uma transexualidade passa a ter problemas, o professor poderia juntar os alunos e debater sobre isso, falar sobre as diferenças e que a nossa sociedade tem falhas na estrutura, como categorizar as pessoas como se fossem objetos. Propor algo mais criativo além de conversas; como livros e peças de teatro. Evitar separar grupos por meninos e meninas, ajudar as crianças a se sentirem a vontade criando pares ou grupos, ou outro meio que dependa de divisões, evitar dividir por gênero ou qualquer outro título categórico.

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