Lupita Nyong, a mulher mais bela do mundo

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Lupita Nyong não pode ter o título de mais bela do mundo, porque não é o que a sociedade espera, não é branca, não tem traços finos, não é uma oprimida que alisa os cabelos para parecer mais aceitável(querendo ou não, isso acontece muito por imposição, ainda que velada). Ela é preta genuína. Podemos acha-la bela, mas não a mais bela, porque ela foge dos padrões eurocêntricos.

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As pessoas não entendem o quão glorioso é essa moça ganhar esse titulo, significa que a cada dia a diversidade étnica é aceita no mundo. Invés de comemorarem, apedrejam os impositores do padrão por aceita-la, indignam-se, fazem uma semi-revolução por revolta, “Como assim a pretinha careca é mais bela do mundo? Mulher tem que ter cabelo, E LISO, no máximo cachos ABERTOS, negras para serem bonitas precisam submeter-se a cirurgias se não foram ‘privilegiadas’ com os traços europeus. Não sou racista, mas essa aí ganhou por cotas(política SÉRIA de inclusão de minorias no sistema social). Não me conformo, tão querendo me ALIENAR(qqqqqqqq, MAIS DO QUE JÁ É?). Não vê a Anitta? Depois da cirurgia no nariz, ficou linda. Sheron Menezes, Thais Araújo e outras negras-não-negras ‘sambam’ na cara dela“, brasileiros possuem lindas opiniões racistas e misóginas para expressar descontentamento, ainda que maquiadas. 

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Claro que fiquei triste com as defecadas pela boca dos brasileiros sobre Lupita, mas não me surpreendi. O país mais analfabeto politicamente que conheço jamais entenderia do que se tratam esses títulos, ou como eles pesam quando os vencedores não são os esperados. Não se trata de cada um ter opiniões distintas da revista, beleza é algo singular está nos olhos de cada um. Trata-se de não acha-la merecedora desse título por ser tudo que a estética midial – principalmente da nossa cultura – abomina, admitindo ou não, esse é o argumento que se sobressai, por mais velado que seja. Você não é racista por não acha-la bonita ou ter opiniões distintas da revista(como brasileiro é burro, tem que explicar uma porra dessas), é racista por não acha-la digna de ser eleita a mais bela. É racista por refutar a opinião da revista com uma lista de brancas, ou negras oprimidas pelo padrão eurocêntrico. É racista por perder o seu tempo sentindo dor no coração com uma notícia de uma negra fora dos padrões ter ganho o título de mais bela, mas não do racismo do Faustão ter sido expresso livremente na tv e não ter acontecido nada.

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Título mais que merecido, independente de opiniões. Chega de mimimi e comentários desagradáveis porque uma mulher fora dos seus padrões culturais de beleza – estreitamente racistas e misóginos como os do Brasil, que passa blackface na tv com liberdade; aceitam negros na mídia em papéis específicos como presidiários, favelados, empregados, e se faz alguma protagonista, quando mulher, é uma mestiça de pele escura e traços finos; que riem de piadas passadas em horário nobre como “Arielle tem cabelo de vassoura de bruxa” invés de se indignarem com uma opressão tão livre; que fazem piadinhas quando a globeleza negra é realmente negra – Lupita Nyong é linda e ganhou esse título você achando ou não. É a hora da pretinha brilhar, porque ela PODE!

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Pagando de cult – usufruindo desta natureza

Novo quadro de resenhas lançado em homenagem aos retardados leitores de k-fics intolerantes. Toda fanfic zoada(não pelos autores, mas pelos fãs góticos e emos ostentadores de QI 152 que não sabem o que estão fazendo aqui e não concordam que fic não é nada) ganhará uma resenha profunda, explorando traços que os analfabetos funcionais que só sabem xingar os outros de atirrore foram incapazes de ver(Nota-se).

CABALLO CABALLO 

A autora quis explorar como o abuso sexual por parte de alguém da família pode interferir no desenvolvimento da sexualidade.

Luhan é molestado por seu pai, mas como isso é absurdo demais para sua mente, ele reprime a consciência do abuso, assim como sua sexualidade. Por isso os humanos se tornam sexualmente desinteressantes para ele. Mas com o cavalo ele consegue explorar esse seu instinto, uma vez que o animal não ultrapassa os limites que Luhan impõem. Na verdade, o desejo pelo cavalo demonstra a necessidade que o garoto tem de explorar sua sexualidade de forma desenfreada com alguém que não afete sua moral. Alguém que use a abuse dele, mas só dentro dos limites que Luhan quer.

Ritual de primavera

Ritual da Primavera é o manifesto definitivo sobre a necessidade humana sempre atual de conexão e profundidade. Inconformado com as relações superficiais, tão comuns à contemporaneidade, Luhan procura nas pessoas o que elas têm de mais visceral e recôndito. Nosso herói não quer saber de aparências – ele quer enxergar o que ninguém mais percebe, o que as pessoas guardam no mais escondido de si. E ele não quer só contemplar, ele quer se envolver com aquilo, quer sentir na própria pele. É por isso que todas as primaveras, ele se entrega a seu ritual. O falo ereto que ele esfrega no intestino eviscerado de Baekhyun nada mais é que uma representação intencionalmente perturbadora de seu coração pulsante, sempre aberto para receber novos sentimentos e experienciar novas sensações. Nesse sentido, Luhan realmente “abriu” Baekhyun. Penetrou em sua alma e o possuiu, mas essa experiência é uma via de mão dupla. Baekhyun também foi mudado para sempre. Sua morte é apenas metafórica. Através dessa troca que ele se permitiu ter com Luhan, ele se transformou em nova criatura.

Being a fat korean idol

No fim tudo se resume a sexo. Por exemplo, em Being a Fat Korean Idol is Hard, a maioria talvez seja levada a pensar que Xiumin estava lutando contra a balança; numa visão mais extrema, que ele possivelmente sofresse de dismorfofobia, posto que ele nunca foi assim tão gordo. Na verdade, a história toda não passa de um eufemismo, de uma metáfora para algo muito mais forte e intenso. Xiumin não queria se livrar do excesso de gordura em seu corpo, e sim do excesso de pele em seu prepúcio. As críticas que ele indiretamente recebia dos fãs online são apenas uma representação de sua insegurança, das vozes em sua cabeça – como ele imaginava que seus amantes julgavam o fato de ele, aos 20 e poucos anos de idade, ainda não ter se livrado da fimose. A verdade é que ele sempre conviveu com esse complexo, mas após um comentário maldoso de um de seus one-night stands, ele se torna obcecado, o que o leva a apelar para diversas alternativas a fim de se livrar dessa inconveniência (algumas dessas alternativas incluem até mesmo auto-mutilação, e é por isso que ele é se refugia num “spa”, que na verdade nunca foi spa, e sim uma clínica psiquiátrica, na qual ele foi internado à força – e as cintas que são mencionadas em dada parte da narrativa não passam de uma atenuação para camisa de força). No desfecho, Xiumin tenta se reintegrar à sociedade, no entanto, quando ele descobre que, sem o excesso de pele, já não sente mais tanto prazer, ele surta de vez. Um conto cru, alegórico, penosamente real e que aborda, entre outros temas de extrema relevância, a paranoia contemporânea por perfeição corporal e prazer sexual extremo.