Casamento de Santa Catarina

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Sábado passado fui a uma exposição renascentista com a Júlia e ambas concordamos que de todos os quadros, desde o semi-gótico ‘Madonna dell’Umiltà’, de Gentile da Fabriano até o quase barroco ‘Maddalena’, de Ticiano, o quadro que mais nos chamou atenção foi a relíquia mística de Parmigianino, O casamento de Catarina. Não somente pela história que a obra carrega – contarei mais a frente -, mas pela análise que o artista nos oferece.
A mediadora que nos guiou ao explicar o que ocorria, primeiro citou a história da protagonista.
Até onde eu lembro pela explicação dessa fofa, Catarina de Alexandria é uma santa católica que intercede por mulheres lactantes. Ela foi uma missionária egípcia aos 12 anos, tinha como objetivo fazer com que o imperador romano desse um fim a perseguição aos cristãos. Catarina converteu todas as pessoas que o imperador Maximiano tentou utilizar para manipulá-la a fim de convencer que o cristianismo era bobagem – desde 50 sábios até a esposa do imperador -, exceto o próprio imperador Maximiano, que frustrado ao ver que nada mudaria a cabeça dela, executou-a de forma extremamente bizarra: primeiro tentou matá-la em uma roda de tortura que se despedaçou no momento que ela fez o sinal da cruz, depois assassinou-a em uma guilhotina que segundo os escritos, no momento do corte jorrou leite de sua cavidade invés de sangue.
Cresceu pagã, e por causa de um sonho que tivera dela se casando com Jesus Cristo, morreu pelo cristianismo. O quadro se trata exatamente desse sonho.
À primeira vista, pela centralização do personagem, acreditamos que Catarina é a mulher de rosa, quando na verdade é a Virgem Maria que presta somente o papel de instrumento, ao espectador, de guia ao local onde realmente o casamento ocorre. Através de seu olhar penetrante, a atenção é atraída à personagem principal que é a moça que tem o seu anelar esquerdo confeccionado por uma aliança posta por uma criança que representaria o menino Jesus. Com esse recurso, o autor burla uma das “regras” do estilo renascentista que é a centralização da imagem do que se é focado. Também atinge o objetivo de mostrar o casamento como uma visão espiritual de laço ágape, um casamento com Deus de fato ao retratar Jesus como um menino, não como um homem.

Escutando: I Heart You – Smash
Assistindo: Cinta Cenat Cenut (sem legenda porque sou hardcore)
Jogando: Aquisição da linguagem
Comendo: Pizza de frango com catupiry e de chocolate, porque a Júlia está exigente demais para calabresa u.u
Bebendo: Água(não tinha vinho, e Jesus estava ocupado casando com Catarina :/ – Mentira, é porque não deu tempo de comprar mesmo ><‘)

NOTAS: ESTOU ESCREVENDO TÃO MAL T—-T

Autoria: Aiko Hime

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