Transformações

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Mesmo com tempo esgotável, a reflexão sobre a vida é eterna. 
Questionamentos filosóficos perseguem a humanidade desde sua existência, mesmo que a filosofia só tenha tido seu reconhecimento como ciência um pouco antes do surgimento do calendário cristão. 
Pressões, independente de quais sejam, fazem parte da vida de forma gradual, viver de modo extemporâneo está fora de questão. Tais experiências contribuem para o crescimento, a metamorfose do ser tendo como objetivo a construção de um monumento espiritual que segundo muitos é infindável. 
Sendo ou não inesgotável, a morte para a vida existe, seja como remédio a muitos corpos ou transgressão a muitas almas. Viver é um conjunto de experiências – dolorosas, calorosas -, cada suspiro ganha-se sabedoria que através dela lucra a morte. A vida gera a morte. 
Tudo e todos possuem momentos, impostos ou não. Vivê-los e não findá-los, pois final terão.

Escutando: Emilie Autumn – The art of the suicide
Lendo: Filosofando, introdução à filosofia
Assistindo: Anatomia de Gray
Jogando: Cotidiano
Comendo: Luz
Bebendo: Etanol

Autoria: Aiko Hime

Casamento de Santa Catarina

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Sábado passado fui a uma exposição renascentista com a Júlia e ambas concordamos que de todos os quadros, desde o semi-gótico ‘Madonna dell’Umiltà’, de Gentile da Fabriano até o quase barroco ‘Maddalena’, de Ticiano, o quadro que mais nos chamou atenção foi a relíquia mística de Parmigianino, O casamento de Catarina. Não somente pela história que a obra carrega – contarei mais a frente -, mas pela análise que o artista nos oferece.
A mediadora que nos guiou ao explicar o que ocorria, primeiro citou a história da protagonista.
Até onde eu lembro pela explicação dessa fofa, Catarina de Alexandria é uma santa católica que intercede por mulheres lactantes. Ela foi uma missionária egípcia aos 12 anos, tinha como objetivo fazer com que o imperador romano desse um fim a perseguição aos cristãos. Catarina converteu todas as pessoas que o imperador Maximiano tentou utilizar para manipulá-la a fim de convencer que o cristianismo era bobagem – desde 50 sábios até a esposa do imperador -, exceto o próprio imperador Maximiano, que frustrado ao ver que nada mudaria a cabeça dela, executou-a de forma extremamente bizarra: primeiro tentou matá-la em uma roda de tortura que se despedaçou no momento que ela fez o sinal da cruz, depois assassinou-a em uma guilhotina que segundo os escritos, no momento do corte jorrou leite de sua cavidade invés de sangue.
Cresceu pagã, e por causa de um sonho que tivera dela se casando com Jesus Cristo, morreu pelo cristianismo. O quadro se trata exatamente desse sonho.
À primeira vista, pela centralização do personagem, acreditamos que Catarina é a mulher de rosa, quando na verdade é a Virgem Maria que presta somente o papel de instrumento, ao espectador, de guia ao local onde realmente o casamento ocorre. Através de seu olhar penetrante, a atenção é atraída à personagem principal que é a moça que tem o seu anelar esquerdo confeccionado por uma aliança posta por uma criança que representaria o menino Jesus. Com esse recurso, o autor burla uma das “regras” do estilo renascentista que é a centralização da imagem do que se é focado. Também atinge o objetivo de mostrar o casamento como uma visão espiritual de laço ágape, um casamento com Deus de fato ao retratar Jesus como um menino, não como um homem.

Escutando: I Heart You – Smash
Assistindo: Cinta Cenat Cenut (sem legenda porque sou hardcore)
Jogando: Aquisição da linguagem
Comendo: Pizza de frango com catupiry e de chocolate, porque a Júlia está exigente demais para calabresa u.u
Bebendo: Água(não tinha vinho, e Jesus estava ocupado casando com Catarina :/ – Mentira, é porque não deu tempo de comprar mesmo ><‘)

NOTAS: ESTOU ESCREVENDO TÃO MAL T—-T

Autoria: Aiko Hime