Apenas um Saxofone – Lygia Fagundes Telles

Li-o hoje. Música de acompanhamento http://www.youtube.com/watch?v=115s3imRRHQ

Inocência do prazer.

Anoiteceu, faz frio, 44 anos e 5 meses, como passa rápido “Meu Deus”, eu sinto o frio circular que sai do assoalho e se infiltra no tapete, meu tapete é Persa, aliás, todos meus tapetes são Persas. Mas eu não sei o que esses bastardos fazem que não impedem que o frio se instale. Onde agora, onde?

 Eu poderia pedir que acendessem a lareira, mais eu mandei o copeiro ir embora, o copeiro, a arrumadeira, a cozinheira; TODOS RUA, um a um, uma corja que ri de mim pelas costas. Mas onde agora, onde?

 A lenha, em algum lugar da casa, mais acender a lareira, não é tão fácil como parece no cinema, o xinês ficava horas e horas assoprando e mexendo até acender e eu mal tenho forças para acender meu cigarro. Onde agora, onde?

 Eu desliguei o telefone da parede, peguei a garrafa de Whisky, estou sentada aqui a…

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O exorcismo de Emily Rose

Um filme de terror cuja a projeção enfoca um embate entre acusação e defesa perante o Tribunal do Júri norte americano. Narra a história de Emily Rose(fato ocorrido na Alemanha dos anos 70), uma estudante que – cursa a faculdade longe do país – ostenta um estado de saúde física e mental frágil e a família procura ajuda espiritual. O padre Richard Moore verifica que Emily estaria sendo possuída por forças demoníacas e inicia um exorcismo. A morte de Emily Rose imputa-se ao padre, que determinou cessar a medicação.

Pergunta-se: qual é a possibilidade jurídica dessa argumentação ser aceita dentro do Direito Brasileiro? O padre seria acusado por homicídio doloso, com dolo eventual. No Tribunal do Júri, a Defesa levantaria tese de inexigibilidade de conduta diversa. Argumentaria que o padre acredita na existência de Deus e em manifestações demoníacas. Diante disso, a Defesa arguiria que não se pode reprovar juridicamente a conduta do padre. Sua conduta não seria culpável; excluiria a prática do crime(CRIME É A CONDUTA TÍPICA, ILÍCITA E CULPÁVEL). A acusação sustentaria que o Brasil é um estado laico, em que a religião não pode ser levantada como matéria defensiva. Portanto, pediria a condenação por homicídio doloso. A decisão reservaria à convicção dos jurados. E qualquer uma das teses poderia sair vencedora. Haveria também a possibilidade de imputação do homicídio de Emily Rose a título culposo. O Código Penal prevê a figura do perdão judicial para os homicídios culposos. O juiz poderá deixar de aplicar a pena. Assistam ao filme: e saberão qual a decisão do Júri.

Autoria: Tércia Juliana

Pena de morte

A legalização da pena de morte no Brasil é uma discussão antiga. Religiosos e militantes dos direitos humanos – a maioria – são os que no geral impossibilitam a aceitação dessa prática. Por outro lado, alguns políticos e moradores de bairros marginalizados costumam torcer para que essa pena se torne legal(para mais informações, http://penademorteum.ec.cx/).

O argumento pró-vida predominante é o medo do réu ser inocente ou a privação de uma segunda chance que o ser humano merece. Por trás de ambos os discursos, há também a consequência anti-ética que esse ato gerará: punição da violência com a própria.

Em contrapartida, segundo os políticos de extrema direita e a polícia militar, teria menor custo punir por morte devido à super-lotação das cadeias e a despesa para manter um presidiário. Como a guerra, anular um provável infrator seria um mal necessário para esses estudiosos, pois sem sacrifícios de justos o mundo não teria metade da tecnologia que proporciona. Outras vitórias por exemplo a laicidade estatal implicou a morte de muitos, um dos relatos famosos a Idade Média.

O debate da aplicação da pena de morte no Brasil ocorre, pois são vidas que correrão riscos, e sacrifícios em prol de todos é perigoso, afinal mesmo que se prove o contrário, o réu pode ser inocente. Contudo, sem mortes diversas lutas não seriam ganhas, esta prática talvez continue a ser um mal necessário pelo melhoramento das gerações pospostas.

Autor: Cortez Hime
Proposta do tema: Redação discussiva com Tércia Juliana