Tinker Bell, uma aventura no Mundo das Fadas

Quem não conhece a Sininho, a pequenina fada ajudante do Peter Pan? A Disney na minha geração seduzia as crianças do Brasil inteiro com as suas criações no papel, destacando esse poderoso desenho que nos leva a uma infância eterna só através do poder de acreditar e, é claro, um pouco de pó mágico da nossa coagilvante, Tinker Bell. Agora, com o papel principal, Sininho seduz as crianças dessa atualidade com uma incrível produção computadorizada – gastos mais de 50 milhões – na encantada Terra do Nunca no Mundo das Fadas.

Denominada artesã pelo seu talento, Tink tem uma ilustríssima habilidade de consertar e até mesmo criar qualquer material considerado “estranho” pelas criaturas mágicas. Como há muito lixo que vem dos mares, os que chegam na ilha são recebidos como tesouros pela pequena inventora.

Com a missão de ir a outros continentes propagar a primavera, somente as fadas da natureza são convocadas, impossibilitando nossa protagonista de realizar o seu grande sonho: saber a procedência dos materiais que chegam a Terra do Nunca. Decidida a mudar o seu destino em busca de um sonho, Tinker Bell está disposta a abrir mão da sua natureza de artesã a fim de aprender qualquer outro talento que a leve ao mundo a fora. Ao passar das tentativas de se mudar, vai descobrindo que tal tarefa não é fácil e que muito trabalho duro e até mesmo armadilhas estão por vir.

Com uma moral talvez considerada clichê, já que como um filme infantil a tendência é educar, a nostalgia da criação que tivemos não foi perdida, pois é visível que os valores ensinados não modificam para os “construtores do futuro”, independente da mobilização espacial ou temporal. Sininho aceita sua condição como artesã, utilizando isso em favor do seu sonho, trazendo uma inesperada surpresa no fim do filme – principalmente pra quem lembra da peça Peter Pan.

Além da lição “devemos ser nós mesmos”, a obra aponta uma pequena crítica quanto a hierarquização das profissões indicarem uma certa imagem de mais ou menos importante, demonstrando claramente na posição que o coordenador da primavera tomou quanto a Tink – ignorou-a quando ela foi apresentar suas criações – ou o tratamento menos privilegiado dado a mesma, já que não poderia viajar com as outras fadas e seu local de trabalho era embaixo da terra, apontando inferioridade. Como a própria Tinker Bell diz “não quero passar a vida inteira embaixo da terra fazendo panelas só porque nasci assim”, somente quando ela reconheceu o seu trabalho, pôde ser reconhecido pelos outros do mesmo ramo.

Autor: Cortez Hime

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