Trote nas universidades: uma brincadeira inocente ou um castigo sem crime?

De caráter e origem medieval, o trote universitário não passa de uma violência gratuita. Demonstração de poder a nível hierárquico e uma recepção nada calorosa, tal ato tornou-se um ciclo vicioso e natural na educação do ensino superior.

No geral, quando os alunos conseguem entrar na faculdade, fizeram muito esforço para conseguir. Ao invés de tratados como vitoriosos, são submissos à humilhação psicológica e muitas vezes física de seus veteranos, pessoas que os nomeiam inferiores naquela área que tanto batalharam para ingressar.

Apesar de não obrigatório, o calouro se sente forçado a participar dos trotes por medo de futuras exclusões. Com a necessidade de interagir com pessoas experientes, o novato aceita qualquer proposta a fim de não perder chances de crescimento acadêmico. Tal vulnerabilidade encoraja ex-calouros a repetirem a covardia, deixando bem claro que quem é mais antigo na área – mais conhecimento – é superior. Ou seja, passam a frente tudo que sofreram consecutivamente por achar normal.

Deste modo, o trote universitário naturaliza a violência, agredindo calouros que serão futuros veteranos agressores. Considerar esse ato crime é fundamental, pois envergonha a educação universitária passando a lição de que não há nada de nobre em aprender e sim ser “o grande sabe tudo”. Ofende não só os alunos, mas gerações.

Autor: Cortez Hime
Revisão: Cortez Hime
Tema: UNB
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