O cotidiano, considerado a dualidade vida e morte, pode ser um espaço de criação ou de cópia

Ninguém escolhe nascer, é algo de total imposição a um inocente, como uma injusta pena. Morrer, por outro lado, apesar de certo é uma ação com parcial poder do ser humano, uma vez que este pode escolher antecipá-la – suicídio – e até mesmo – nos mínimos casos – agenda-la.

Apesar de tão vantajosa, a morte é temida pelo ser humano, muitos criam hipóteses de um novo começo por terem medo do fim. Esquecem que além de natural é algo lógico – um início tem que ser finalizado.

Sócrates, por sua vez, defendia que a vida é uma doença e a única cura é a morte. Tal analogia é bem precisa, já que o nascimento, ação imposta – castigo – tem como libertação unânime o falecimento, além de certo concede ao ser parcial poder de escolha.

A criação de teorias vida pós-morte são desnecessárias, pois estão amenizando uma ação positiva e só se usa eufemismo para algo ruim, querer impor outro castigo é de total crueldade. Naturalizar o que já é natural não faz o menor sentido, talvez os conceitos e as referências só precisem de modificações. Afinal, essa jornada vida-morte é para todos, não passa de uma cópia.

Autoria: Cortez Hime
Revisão: Cortez Hime
Tema: UNB

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