Carta de Guin para Gu

Um trecho que me tocou muito do conto de Gustavo Vintage “Chantagens e consequências”, a carta que Igor  escreveu à Gustavo em seu aniversário.

“Gu meu,
Chegou o seu dia e ainda olho em volta, em busca de algo para presentear-lhe. Nada encontro que seja suficientemente bom.
Eu queria dar-lhe mais que alcanço. Todas as cores ainda sem nome, todas as luas que não se pode ver no ceu.
Eu queria dar-lhe um sonho, uma razão a mais para sorrir. Qualquer uma dessas coisas impossiveis de tocar, que não cabem nas mãos e que, no entanto, não se perdem nem se desgastam…
Eu queria dar-lhe a euforia do carnaval e a calmaria de um feriado perdido numa quarta-feira qualquer.Todas as emoções que podem caber num suspiro de prazer ou de paz.
Eu queria dar-lhe todo o calor que trago no corpo, um abraço que deixe marcas através dos anos, um beijo cujo o sabor não se acabe nem diminua.
Todos os sonetos que ainda não recitei, todas as palavras doces que ainda não escrevi.
Eu queria dar-lhe o som de uma musica leve para acalentar seu sono, um balanço de rede no fim da tarde, o gosto de fruta doce recém colhida do pé. O mar, uma estrela, o verão…
Eu queria dar-lhe as estações do ano de uma só vez. Uma cabana numa praia distante, um rio que banhe o seu jardim,
Eu queria dar-lhe todo o conhecimento que ainda não adiquiri, todas as ideias que ainda não tive e um bom segredo que ainda nem descobri.
Eu queria dar-lhe um sentimento sem convenções, sem hora marcada, sem data, sem regras quaisquer. Um sentimento sem amarras, sem limites, sem tamanho, daqueles que não cabem no corpo, que transbordam pelos poros, que explodem a cada encontro, repetidamente e sempre.
Eu queria dar-lhe um domingo sem tédio, o som da chuva no telhado para fazer melodia enquanto voce dorme, o cheiro de cafe para despertalhe pela mnhã. A aurora, o acaso, o acaso, e o acaso novamente. O encontro entre o céu e o mar. O horizonte…
Eu queria dar-lhe um sorriso diferente para cada hora do dia, o sol que se derrama no fim da tarde em fios de laranja e anil. Todos os mitos, todos os credos. Toda esperança de um mundo melhor.
Eu queria dar-lhe o canto de um sabiá ou de um rouxinol, o acalanto de uma maré baixa. A brisa afaga o rosto e acaricia a alma. Nuvens brancas, amarelas e azuis…
Eu queria dar-lhe o mundo, mas não o tenho. Tenho para darlhe somente aquilo que trago em mim. E o que trago em mim é amor que voce desperta. Tão puro, dove e imenso que eu mal posso explicar. E oque carrega nele todas essas pequenas coisas que descrevi e mais. Muito mais do que cabe nesse papel. É o que tenho e é o que lhe darei hoje e sempre, infinitamente.

 Do seu, só seu e todo seu
                                                                                 Guin.  “

Fontes: Contos Eróticos GLS(orkut)
Autor: Gustavo Vintage Conner
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